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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Derrube do Muro de Berlim - Vinte anos passados… Voto de Saudação do BE


Aconteceu na noite de 9 para 10 de Novembro de 1989, há 20 anos.
Deixo-vos com a matéria que saiu na ESQUERDA.NET sobre a apresentação do voto do Bloco de Esquerda pela deputada Catarina Martins, voto de saudação pela queda do Muro de Berlim, apresentação a que eu assisti pela TV AR - na passada Quarta-Feira, dia 11 de Nov -, e que me deixou de queixo caído por só os Verdes terem apoiado o Bloco neste voto.
Deixo, também, o texto do voto apresentado pelo Bloco de Esquerda.
JOÃO

PS, CDS e PCP chumbam voto sobre os 20 anos da queda do Muro
12-Nov-2009

Nesta Quarta feira na Assembleia da República, o PS, o CDS e o PCP juntaram os seus votos para chumbar uma saudação apresentada pelo Bloco de Esquerda, a respeito da queda do Muro de Berlim há 20 anos.

Saudando a mobilização popular que fez cair um regime repressivo, o voto assinalava a construção de outros muros, como na Palestina, na fronteira entre os Estados Unidos e o México ou noutros lugares do planeta, e condenava todas as restrições aos direitos democráticos.

O PS preferiu alinhar com os votos apresentados pelo PSD e CDS, que recapitulavam a teoria do fim da História. A deputada Catarina Martins lembrou à direita e ao PS que o discurso da Guerra Fria sobre o "mundo livre" era feito quando em Portugal havia uma ditadura protegida por essa Guerra Fria. O PCP opôs-se a todos os votos que se referiam aos 20 anos da queda do Muro, enquanto os Verdes votaram com o Bloco de Esquerda.

Voto n.º.../XI de Saudação pela Queda do Muro de Berlim

As imagens da alegria contagiante e autêntica vivida por milhares de berlinenses na madrugada e dia 9 de Novembro de 1989, com a queda do Muro e com a promessa de democracia e de liberdade individual, convocaram o mundo para uma poderosa promessa de liberdade.
Hoje, vinte anos passados sobre a vitória da lenta, persistente e tantas vezes ignorada resistência contra a opressão, sabemos que a liberdade de circulação de capitais suplantou largamente a liberdade política e a progressão da democracia convocada pelos acontecimentos de Berlim.
Onde caiu o muro da vergonha outros se levantaram. Na Cijordânia e em Gaza, entre os Estados Unidos e o México, em Mellilla ou Fafah, ou entre as duas Coreias. Muros e barreiras que se ergueram ignorando os apelos internacionais e as vozes de protesto que pedem o respeito pelos mais elementares direitos humanos.
Reunida em Plenário, a Assembleia da República expressa a sua congratulação pela queda do Muro de Berlim, na expectativa de que todos os muros e barreiras artificiais sejam levantados, no cumprimento do mais elementar respeito pelos direitos humanos.

sábado, 17 de outubro de 2009

opinião


armando responde à joaninha
olá
Apesar dos teus argumentos sobre o assunto pendente, continuo a pensar que Louçã deveria ter felicitado o vencedor (das eleições legislativas). E isto é uma questão de estilo que reflecte opções políticas como bem demonstras no teu anterior comentário, daí a relevância do gesto.
Quanto aos vários vencedores, cada um vê os resultados como bem entende e lhe interessa, mas objectivamente só há um vencedor absoluto e é a esse que nestas ocasiões nos referimos.
Imagina um atleta que fica em quinto lugar numa prova nos jogos olímpicos. Ele até pode ter vencido o seu recorde pessoal e a esse nível até pode merecer as felicitações dos que lhe estão mais próximos, mas quem ele vai felicitar é quem ganhou, quem ficou em primeiro (neste exemplo, até podes considerar os três primeiros com as respectivas simbologias). Por outro lado, o que chegou em primeiro pode, inclusive, não ter batido o seu próprio recorde, mas isso não lhe retira o mérito de ter ganho a prova em causa. São estas as regras do jogo e é suposto que quem concorre as subscreve.
O que se passa neste exemplo desportivo aplica-se às eleições.
 Pessoalmente acho que o Bloco teve um excelente resultado nas legislativas e por isso felicitei os amigos que tenho no bloco, mas, de facto, há que reconhecer também que não ganhou as eleições e em democracia só ganha um por mais que custe aos adversários.
 Quanto às ofensas verbais por parte do António Costa, que não tenho presente, infelizmente é um mal transversal. E as ofensas tomam formas diversas e muitas vezes subtis: insinuações, contra-informação, invocação de factos falsos etc, etc, etc como, aliás, bem se viu nesta campanha. Este lado perverso da práctica generalizada da política é o que mais me choca e é o que mais me afasta da vida partidária. É jogo baixo, sujo, desleal é como o doping no desporto ou como os resultados combinados (leia-se comprados, no boxe acontece frequentes vezes). Por outro lado, também acho que não se transforma este estado de coisas com outras indelicadezas ou deselegâncias (ou o que lhe quiseres chamar). Porque não uma declaração sucinta dizendo que apesar das ofensas anteriores terem sido registadas se expressava as felicitações? O povo percebia, ficava agradecido e o bloco marcava a diferença pela positiva, acho eu.
 Quanto às divergências políticas existentes não podem, não devem servir de argumentação justificativa, por mais convicto que se esteja da justeza das nossas.
No fundo, o mais importante e o que está em causa neste "bate papo" são as felicitações que simbolizam o reconhecimento público da legitimidade democrática que as eleições conferem ao partido mais votado.  
Um abraço
Armando                 

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

opinião


O blog charnecabloco já provou que é um espaço de interacção livre, com um grafismo atraente, potencializador de energias e consciências locais. Estão, pois, de parabéns os promotores do blog. Espero que continuem depois das eleições como espaço de intervenção local e não só.
Quanto ao teu texto, Joaninha, digo-te que admiro a forma explícita e clara como abordaste o assunto. E estou completamente de acordo sobre o direito à diferença. Permite-me, no entanto, acrescentar que a prática deste conceito implica termos bem presente a tolerância e a liberdade (sem esquecer que esta acaba onde começa a do outro). É na dialéctica destes três valores que se alicerça uma sociedade mais justa, mais rica e mais solidária.
Quanto ao resto reservo-me a dar a minha opinião depois das eleições. Penso que é mais oportuno. O culpado fui eu uma vez que te espicacei, mas acho que compreenderás que o mais importante agora é dar espaço físico e mental às matérias eleitorais esperando o melhor para os nossos amigos.
armando 

sábado, 3 de outubro de 2009

opinião


Devo confessar que pertenço àquele grupo de info-excluídos que persiste na luta pela inclusão. O motivo não reside no que os outros dizem ou pensam, mas porque, de facto, vejo as vantagens que advêm do uso das novas tecnologias como novas formas de comunicação. É como, sei lá? Tornar compatível, melhor, tornar complementar o local e o global, é congregar sinergias diversificadas para um maior enriquecimento individual é, no fundo, um meio de aculturação democrática (porque não há imposições). Enfim, vale o esforço, apesar do mau uso que inúmeras vezes se fazem delas.
Confesso também (caramba, parece que estou num confessionário, haja pelo menos alguém que me absolva…), que é a primeira vez que participo num blog. Consulto um de BTT (sempre fica bem dizer isto), mas como, apesar de praticante, nada tenho a dizer sobre essa matéria sou, digamos, um participante passivo e muito esporádico.
 Depois desta pequena introdução direi o seguinte: mesmo que o blog charnecabloco, não contribuísse para mais nada, o que, obviamente não é o caso, já tinha realizado um feito histórico: "obrigar-me" a sacrificar a sesta, deitar-me depois das dez da noite (vá lá das onze!) para participar no blog é obra. Quem consegue este feito pode esperar tudo, até ser presidente de uma Junta.
Quanto a ti Joaninha, desafio-te a aliciar-me. Eu vou-te enviando umas "deixas"… a propósito, e para começar, concordas que o Louçã na noite das eleições não tenha dado os parabéns ao vencedor?
armando      

terça-feira, 29 de setembro de 2009

opinião


Sou alentejano de Moura que responde pelo nome de Armando Garcia, sou gestor de um "latifúndio" familiar (não tão grande como gostaria), não sou bloquista (pelo menos por enquanto) tenho uma formação de esquerda e sensibilidade humanista, exerço o direito de voto conforme a minha consciência que a quero livre e reflexiva.
Já agora, tenho 55 anos, sou divorciado e, modéstia à parte, pelo que dizem sou charmoso quando quero, bonito e inteligente quanto baste.
Pois bem, conheço a Filomena há trinta anos e pergunto-me como foi possível nunca ter reparado como ela é tão fotogénica, como tem um sorriso tão natural e bonito? A culpa é evidentemente minha, porque, recordo-me agora, ela sempre o teve. Obrigado ao fotógrafo que me fez tal revelação e à Filomena de não se ter inibido de o mostrar.
Olha! Aqui está o alentejano marialva e sexista reaccionário, pensarão alguns. Mas, já pensaram na presença magistral e na finura de trato do Bernardes-Silva? Faz-me lembrar um sábio da corte, um filósofo grego, um Rei Salomão justo e imparcial.
Enfim, esta inquietude que me assolou o espírito, ao ponto de me impedir de dormir a minha sagrada sesta, é apenas para vos dizer que se residisse na Charneca votaria no Bloco, sem hesitações. Não pelo que disse anteriormente, apesar de ser autêntico, mas pelo que eles são de corpo e alma.
Já agora, não se confunda trabalho de equipa com responsabilidade individual. Reclamar o primeiro serve, muitas vezes, para encobrir a irresponsabilidade, a cobardia e a incompetência individual. É como se colectivizássemos o pensamento e a opinião. Por outro lado, invocar o segundo pode significar um centralismo personalizado. Portanto, as questões não se resumem a preto/branco…
No caso do blog charnecabloco é evidente que a responsabilidade deve ser assumida por uma pessoa e ninguém melhor do que a primeira candidata à Junta. Este comprometimento a isso a obriga.