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sexta-feira, 19 de março de 2010

Notas de Francisco Louçã: A Esquerda censura e ataca o Governo no coração da sua política, o PEC e a estratégia social

Sobre o PEC, quem melhor que Francisco Louçã para explicar a situação do nosso país com as suas NOTAS no Facebook.
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JOÃO
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Francisco Louçã
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Francisco Louçã: A esquerda censura e ataca o governo no coração da sua política, o PEC e a estratégia social
Hoje às 1:14
O Programa de Estabilidade e Crescimento (2010-2013) representa a estratégia do governo e das políticas liberais em todos os domínios da vida social: redução de salários e subsídio de desemprego, desemprego estrutural acima de 10%, privatização extensiva dos bens públicos, agravamento da desigualdade fiscal, abandono do combate à pobreza e degradação dos serviços sociais. O Bloco de Esquerda tem agora e nos próximos anos um único objectivo: derrotar esta política para conduzir uma alternativa.

Esse confronto exige clareza e mobilização. Só uma alternativa concreta pode construir essa clareza e mobilização, e foi por isso que o Bloco de Esquerda apresentou - e foi o único partido a fazê-lo - uma resposta ao governo, que indica prioridades orçamentadas, rupturas corajosas e respostas directas à redução da despesa, à protecção dos salários e pensões, à criação de emprego, ao ataque à injustiça fiscal. O país inteiro deve perceber, e muitos trabalhadores sabem por experiência própria, que as medidas do governo criam o desastre económico, mas que é o Bloco que apresenta uma resposta para a criação de emprego que podia ser aplicada sem um segundo de atraso. Ora, o Orçamento de Estado para 2010 foi o primeiro momento desse PEC de quatro anos. E a aliança entre o PS, o PSD e o CDS foi a escolha determinante da sua aprovação. Queremos que a clareza demonstre que a política portuguesa se estrutura no confronto entre esta aliança à direita e as respostas concretas e mobilizadoras que o Bloco apresenta.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Colóquio: O que deve fazer um governo de esquerda? - Notas de Francisco Louçã

Por motivos de saúde não poderei estar presente no Colóquio mencionado em título, que terá lugar no Anfiteatro do Liceu Camões, nos dias 27 e 28 de Fevereiro de 2010. Mas estarei de alma e coração com todos aqueles que estarão presente, desejando que seja profícua a reflexão... É sempre!
Publicitamos o evento e espero que tu faças o mesmo.
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JOÃO


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O que deve fazer um governo de esquerda?
Ontem às 15:20

Estamos no momento certo das discussões certas: "o que deve fazer um governo da esquerda socialista?" é o debate que o Bloco propõs a um grande conjunto de pessoas muito diferentes (Manuel Carvalho da Silva, Francisco Ferreira, João Ferreira do Amaral, António Nóvoa e tantas e tantos outros) no sábado e domingo que vem. Para apresentarem ideias concretas, programas, soluções e respostas. Da justiça à economia, emprego, ambiente, direitos das mulheres, saúde, educação e por aí fora. Um convite que se estende a todos os que neste facebook se interessam pelo mesmo esforço da alternativa.

O programa está em:
http://www.esquerda.net/images/stories/agenda/cultra.jpg

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Desfile/Manifestação Contra a Legalização do Casamento Gay - Alguns apontamentos

Pelas cenas que vi na TV sobre o desfile/manifestação contra a legalização do casamento gay, deu para perceber que temos pessoas, em Portugal, muito recalcadas e que são facilmente manipuladas pela Igreja. Ao ver terços, santas, crianças ao colo, e outros aparatos tristíssimos, só me apetece perguntar a essas pessoas se não têm uma vida para viver e porque não deixam cada um VIVER A SUA VIDA como muito bem lhe apetece. Ao se dar direitos a uns, não são tirados os direitos dos outros.
Para além de pessoas recalcadas, parecem-me pessoas frustradas. Porque não ficaram em casa a fazer amor em vez de ser contra o amor que outros possam sentir por pessoas do mesmo género?! Dizer, como eu ouvi, que o que preocupa é o que vai ser de Portugal no futuro sem crianças por causa dos casamentos gays, é um disparate sem qualificação. As pessoas não são, obrigadas a casar com outras do mesmo sexo! Que legitimidade têm estes argumentos que os jornalistas gravaram e puseram no ar?! É para vermos que somos um povo de pessoas atrasadas mentais?! Ou é para contagiar os mais fracos com estas ideias tão idiotas?!
JOÃO

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A manifestação do ressentimento
Ontem às 13:56

Desfilaram ontem contra a legalização do casamento gay os sectores mais agressivos e reaccionários da Igreja Católica e a extrema-direita neo-nazi.É uma manifestação de puro ressentimento, sem impacto. Cerca de 95 mil pessoas terão apoiado a sua petição, algumas centenas são esperadas hoje. Entre os apoiantes da petição, quase ninguém quer aparecer nesta manifestação. Percebe-se o incómodo: não há nenhuma razão decente para que seja a lei ou o preconceito a impor a alguém quem é que pode amar e quem é que não pode amar. O respeito e a decência é a razão forte para aceitar esta lei.

Mas há um aspecto na manifestação que merece reflexão: é o empenho do PNR, o grupo neo-nazi. É um grupo muito especial: um dos seus activistas mais destacados, Mário Machado, está preso por assalto e extorsão, outros por tráfico de droga e ainda outro dirigente por ter mantido dois prostíbulos clandestinos com imigrantes brasileiras exploradas. Para um partido contra a imigração, fica tudo dito. Lá estarão, em nome da discriminação contra os gays e as lésbicas.

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Madeira
Ontem às 14:17

"A tragédia que ontem assolou a Madeira foi a maior catástrofe natural que atingiu o país nas últimas décadas. Não há registo histórico de alguma vez ter chovido assim em Portugal. Agora é tempo de concentrarmos todos os esforços no urgente socorro a quem dele precisa, na recuperação das infra-estruturas e na solidariedade para com as famílias das dezenas de vítimas. É preciso também evitar, nesta reconstrução urgente, os erros anteriores e de se discutir convenientemente a forma como tem sido ordenado o território na Madeira, com a desflorestação das zonas altas e a construção em leito de cheia que transformou a torrente de água em autênticos canhões apontados contra as pessoas e as suas casas. Sem perder tempo, a solidariedade e a reconstrução. Sem perder tempo, fazer bem essa reconstrução.

Ainda esta semana irei à Madeira, e naturalmente procurarei inteirar-me melhor sobre a natureza e as consequências desta tragédia, levando pessoalmente uma palavra de solidariedade para todas as vítimas desta calamidade. Nesta hora, é isso que importa."